sábado, 4 de abril de 2009

CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM SAÚDE MENTAL


Período: 07/04/2009 a 07/07/2009
Local: Auditório do Conselho Regional de Psicologia

O Fórum Goiano de Saúde Mental, em parceria com o Conselho Regional de Psicologia – 9ª Região – GP/TO, realizou o primeiro Curso de Capacitação em Saúde Mental no primeiro semestre de 2008. No segundo semestre do mesmo ano, fez também parceria com a Universidade Federal de Goiás, e o curso transformou-se em Curso de Extensão Universitária em Saúde Mental. O próximo curso será iniciado no dia 07 de abril.
O Curso abordará questões referentes à construção histórica da loucura, as implicações desta no modelo vigente de atenção psicossocial da rede de saúde pública, trabalhando questões relacionadas ao sofrimento mental, enfatizando os fatores culturais que estão envolvidos neste fenômeno. Desta forma, contribuirá na compreensão e reflexão sobre o sofrimento mental, de maneira crítica, a fim de fortalecer o controle social.
Reunirá pessoas que procuram aprender e ensinar alguma coisa sobre a loucura (pessoas que querem compreendê-la: usuários de saúde mental, familiares, profissionais da área, estudantes e outros interessados) num espaço que assegure relações de poder menos assimétricas possíveis, e desta forma, qualificará a sua participação no controle social.
Sua duração será de três meses, 40horas/aulas distribuídas da seguinte forma: A primeira parte, teórica, será composta por doze aulas de três horas cada, que serão ministradas semanalmente, totalizando 36 horas/aulas. A segunda parte, prática, será composta de 04 horas para a realização de visitas institucionais. Ao final do curso o participante deverá apresentar, por escrito, um documento de registro do seu posicionamento.
Serão formadas turmas de até 40 participantes, inscritos previamente, que receberão certificado de formação na conclusão do curso, para aqueles que obtiverem no mínimo 80% de presença. Terão prioridade de inscrição as pessoas que já participam dos conselhos locais dos CAPS ou que se interessa em candidatar-se a conselheiro. Havendo interesse, outras turmas poderão ser formadas semestralmente, sem custos para os participantes.
As inscrições poderão ser feitas de 25.03 a 06.04 de 2009, pelo site do CRP-09 http://www.crp09.org.br/ ou no local – sede do CRP- 09 - Av. T2; nº803; Setor Bueno – Goiânia.

Programação

Data 07.04
Hora - 14h às 17h
Tema - Aula Inaugural - Apresentação do filme Quinta Essência – de Lourival Belém Júnior
Facilitadores - Sebastião Benício Neto/Deusdet do Carmo Martins/Heloiza Helena Massanaro

Data 14.04
Horario - 14h às 17h
Tema - Registros de posicionamento: atas; relatórios; denuncias; moções e ofícios.
Facilitadoras - Renata da Costa Teixeira/Ana Maria Evangelista das Neves
Data - 28.04
Horário - 14h às 17h
Tema - História da cultura manicomial e Reforma Psiquiátrica
Facilitadores - Larissa Arbués Carneiro/Valderson da Silva Talon

Data - 05.05
Horário14h às 17h
Tema - Movimentos sociais e Loucura
Facilitadores - Deusdet do Carmo Martins/Abraão José da Paz
Data - 12.05
Horário - 14h às 17h
Tema - Loucura, direitos humanos e cidadania
Facilitadora - Morgana Rodrigues

Data - 26.05
Horário - 14h às 17h
Tema - As drogas como loucura reversível
Facilitadores - Juliana Guimarães Borges/CAPS Girassol

Data -02.06
Horário - 14h às 17h
Tema - Espaços de cuidado e construção de rede
Facilitadores - Heloiza Helena Mendonça Almeida Massanaro/Dener Venâncio da Silva

Data -09.06
Horário - 14h às 17h
Tema - A conquista do direito à vida (direitos assistenciais, previdenciários e o fim da exigência da Curatela)
Facilitadoras - Ivanilda Bento de Oliveira Araujo/Ângela Souza

Data - 16.06
Horário - 14h às 17h
Tema - Loucura, legislação e acesso à justiça
Facilitador - Saulo Meneses (A confirmar)

Data - 23.06
Horário - 14h às 17h
Tema - O SUS e os órgãos de Controle Social
Facilitadores - Loudes (CMS)/Sebastião Lopes

Data - 30.06
Horário - 14h às 17h
Tema - A periculosidade da loucura: da razão científica à exclusão social.
Facilitadores - Lourival Belém de Oliveira Júnior/Lindomar da Silva

Data - 07.07
Horário - 14h às 17h
Oficina: A loucura como vontade e alegria/Avaliação
Coordenação

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SEMINÁRIO ITINERANTE



Esse projeto é resultado da parceria entre os estudantes, em prol dos avanços na Reforma Psiquiátrica Brasileira através da ampliação das discussões em diversas áreas de conhecimento. Uma proposta construída pelo Grupo de Trabalho da Luta Antimanicomial Eduardo Araújo e pelo Núcleo Acadêmico de Saúde Mental na busca de transformações a nível cultural e comportamental das pessoas que estão à frente destas possibilidades de mudanças, enquanto produtores de conhecimento na sociedade.
Pretende-se promover Seminários em espaços referentes a diversos cursos da UFBA, abordando a loucura dentro de temáticas vinculadas aos mesmos. Propõe-se uma abordagem diferenciada do clássico modelo de exposição palestrante- ouvinte, ao buscar desenvolver dinâmicas e discussões com o público presente de forma que estas sejam coerentes com suas vivências cotidianas, posturas adotadas, valores, necessidades e dificuldades.

Inscrições: www.gteduardoaraujo .blogspot. com

sábado, 28 de março de 2009

Materia do jornal A Tarde

Centro para doenças psiquicas é flagrado em condição irregular

Luana Gomes, do A TARDE
Maus-tratos, infraestrutura precária, falta de profissionais de saúde e cárcere privado. Estas foram algumas das irregularidades constatadas no Centro de Recuperação Valentes de Gideão, que mantém 121 homens acima de 18 anos, entre doentes mentais e dependentes químicos, no município de Simões Filho. A vistoria-surpresa foi realizada na quinta-feira, dia 12, pelos conselhos regionais de Psicologia e de Serviço Social, acompanhados das entidades Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios (Nesm), Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares de Serviços de Saúde Mental (Amea) e GT Estudantil da Luta Antimanicomial Eduardo Araújo, que chegaram ao local por meio de uma carta-denúncia anônima.

A equipe foi recebida pelo pastor Jorge Barbosa, responsável pela administração do local. O primeiro ponto vistoriado foi, segundo Barbosa, “onde os doentes mais críticos são alojados”. Ele não explicou os critérios de triagem. Após três portões de ferro, os profissionais tiveram acesso a 60 internos descalços, muitos sem camisa e outros de cueca, que vagavam sem ocupação. Lá, o acesso à água é através de uma bacia no chão com canecas boiando, onde todos bebiam sem restrições.

Médicos – Segundo o pastor, um único médico, o clínico geral Getúlio Dórea Mendes (CRM 5743), é responsável pelos internos da instituição. “Ele comparece três vezes na semana. Os mais graves, encaminha para o doutor Luís Leal, um psiquiatra que atua na cidade”, afirmou Barbosa. No consultório, “seringas descartáveis abertas guardadas em copos plásticos para reutilização, falta de prontuários médicos e remédios, em sua maioria amostras grátis, sem armazenamento adequado, alguns em sacos colocados no chão”, observou Marcos Vinícius de Oliveira (Nesm).

Oliveira assinalou que muitos dos homens apresentam sinais de maus tratos, erisipela, escabiose, hematomas e falta de curativos. “Os internos com quadros mais graves, segundo um deles me garantiu sem se identificar, dormem trancados e apanham. O que caracteriza cárcere privado já que este centro não possui mandato médico autorizado pelo Ministério Público para impedir o direito de ir e vir de cada um”, disse.

Dentre as demais irregularidades vistas, a equipe listou as condições insalubres do refeitório, onde a comida é cozida em um fogareiro ao chão e as carnes manuseadas ao ar livre sem luvas. “Não podemos descartar as camas de cimento com colchões finos”, relatou Edna Amado (Nesm).

De acordo com os representantes das instituições responsáveis pela vistoria, um relatório das irregularidades será encaminhado ao Ministério Público, à Assembleia Legislativa e às secretarias de Saúde do Estado e do Município. “Vamos solicitar a interdição imediata do local”, completou Marcos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Associação Chico Inácio participa da III Caravana das Águas

Foto: Rogelio Casado - SOS Encontro das Águas - Manaus-Am, 22.03.2009
Dia de luta - Elina do Espírito Santo, da Associação Chico Inácio - filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial, participou neste domingo que passou - Dia Mundial da Água - da III Caravana das Águas, uma realização do movimento SOS Encontro das Águas.

Várias entidades da sociedade civil organizada compareceram no Mirante das Lajes para protestar contra a construção de um porto, bem defronte do Encontro das Águas, ali onde nasce o Rio Amazonas em território brasileiro.

Abaixo-assinado - Acesse o PICICA - blog do Rogelio Casado, clique no ícone SOS Encontro das Águas e assine o abaixo-assinado do movimento. A natureza e a cultura agradecem.

sábado, 7 de março de 2009

“A Chico Inácio e o Dia Internacional da Mulher”

Foto: Nivya Valente - Elina do Espírito Santo - Manaus-Am, o6.03.2009


“A Chico Inácio e o Dia Internacional da Mulher”

Por Nivya Valente

Na Associação Chico Inácio, a maioria dos associados são mulheres: mulheres sujeitas a sofrimento psíquico, mulheres mães dos companheiros associados, mulheres irmãs, algumas mulheres são voluntárias, outras são mulheres de boa vontade que contribuem, à distância, com a Chico Inácio.

Ontem, uma delas, D. Elina do Espírito Santo, 55 anos, costureira de profissão, mãe de um casal de filhos que convivem com o sofrimento psíquico, atual 2ª secretária da ONG, marcou presença em mais uma manifestação pública organizada pelo movimento social “Articulação de Mulheres do Amazonas” pelo Dia Internacional da Mulher, em pleno coração da Zona Franca de Manaus, no centro da cidade, sob as bênçãos da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição.

Lá estava, mais uma vez, D. Elina fazendo um chamamento da sociedade para aderir ao abaixo-assinado “Pela implantação de uma rede de CAPS em Manaus”. Ela e o companheiro Marcio Jordelane, vice-presidente da Associação.

D. Elina tem uma longa história de militância na Chico Inácio. Participou das paradas do orgulho louco, dos abraços simbólicos aos monumentos históricos da nossa cidade, das audiências públicas municipais e estaduais pela votação e sanção da lei estadual de saúde mental, da avaliação dos dois modelos de saúde mental existentes no SUS do Amazonas, que pela primeira vez contou com usuários e familiares na mesa de discussão, além dos eventos de 18 de maio (dia nacional de luta antimanicomial) e 10 de outubro (dia mundial de saúde mental), e da conferência estadual de direitos humanos.

Quando comentei - antes de levar o assunto para a próxima assembléia geral da ONG - sobre o Movimento “SOS Encontro das Águas” (contra a construção de um porto e pelo tombamento do Encontro das Águas), ela foi a primeira a aderir ao abaixo assinado proposto pela AMANA - Associação Amigos de Manaus.

Na carona até próximo da sua casa, comentou que dia desses passou pela frente da casa aonde será o próximo CAPS, falou com o vigia, fez perguntas, enfim sondou alguma coisa sobre a inauguração. Em seguida convidou o Márcio a ir até a SEMSA (Secretaria Muncipal de Saúde) para acompanhar mais de perto o processo de implantação do próximo CAPS, na zona sul de Manaus (o segundo da cidade), localizado no bairro onde ela mora com a família.

Eita mulher de fibra, D. Elina! E ainda ajuda a cuidar de sua mãe já velhinha e doente. Em Manaus, D. Elina é uma fonte de incentivo permanente para os militantes da luta por uma sociedade sem manicômios. No Dia Internacional da Mulher ela é nossa homenageada.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O caso Weber

Foto: Rogelio Casado - Weber e sua mãe - Manaus-Am, 14.02.2009

O caso Weber

Por Rogelio Casado

Usuário de serviço público de saúde mental, indignado com o tratamento recebido no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, reclama por um direito que lhe foi negado

Direito ao trabalho

Ontem, 14 de fevereiro, dia do aniversário do meu filhote Juan, recebi em minha casa a visita inesperada de Weber Reis Moraes Pessoa, 32 anos. Veio acompanhado de sua mãe. Ambos são filiados à Associação Chico Inácio (que integra a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial), ONG que atua no campo da defesa dos direitos civis, políticos e sociais de pessoas com sofrimento psíquico.

Como fui um dos fundadores dessa ONG, é a mim que seus filiados costumam recorrer na hora do sufoco. Foi o caso. Tudo porque Weber precisava de um simples atestado médico psiquiátrico para fins de renovação do contrato de trabalho num programa de inclusão social criado na administração do prefeito Alfredo Nascimento, atual Ministro dos Transportes.

Trabalho protegido

Concedi o atestado negado pelo ambulatório do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, da Secretaria de Estado da Saúde, onde estão concentradas a maior parte do atendimento das demandas de uma cidade com 2 milhões de habitantes, por uma razão: o movimento social que luta pelo fim dos hospitais psiquiátricos e seus ambulatórios de medicalização da dor humana considera que políticas de inclusão social passam pela oferta de “trabalho protegido”. É o caso.

Ora, Weber havia sido beneficiado, há alguns anos atrás, menos pela sorte do que pela sensibilidade de uma assistente social que atua num órgão municipal. Trata-se de um caso raro, exemplar. Ainda não existe formalmente nenhuma política que ofereça “trabalho protegido” a pessoas com “sofrimento psíquico leve”. No entanto, a assistente social “transgrediu” a norma vigente. Bom sinal. Nem tudo está perdido. Mas ainda é muito pouco para reverter as omissões habituais quanto aos direitos humanos dos usuários dos serviços de saúde mental.

Trágica evidência

O ato de atestar favoravelmente pela renovação do contrato de trabalho para a situação especial de Weber é mais do que um ação solidária, é o reconhecimento de um direito que a lógica da atenção e cuidados em saúde mental vigente no modelo manicomial não reconhece. E não reconhece devido a incidência do modelo médico nos atendimentos ambulatoriais, com sua aversão às demandas sociais, para as quais a psiquiatria conservadora responde medicalizando.

O gesto medicalizador foi ouvido por Weber aos berros: “Você desmaia? Você desmaia? Você desmaia?“. Diante da negativa, a sentença médica: “Então não vejo nada que indique algum transtorno”. Se não há transtorno, não há como justificar um atestado médico. Percebe-se que há um equívoco, Weber não quer atestado para afastar-se do trabalho, com o benefício pecuniário correspondente. Tudo o que ele pede é um atestado para renovação de um contrato de trabalho. Entretanto, não conseguia ser ouvido. A lógica do discurso médico está a serviço de uma outra que lhe é ditada por interesses alheios à relação médico-paciente. Na ampla maioria dos casos, as demandas já estão codificadas. Não há espaço para outras leituras.

Porém, há algo mais trágico que se pode ler neste episódio: nem todos os recursos humanos que atuam em modelos anacrônicos de atenção à saúde mental estão convertidos plenamente ao modelo substitutivo ao manicômio e seus ambulatórios. Daí se explica, em parte, porque a Reforma Psiquiátrica no Amazonas anda a passos de tartaruga. E, certamente, porque a Lei de Saúde Mental do Amazonas (11.10.2007) terá dificuldades em sair do papel, se depender de profissionais cujas práticas espelham a mais trágica das alienações: a abstração dos direitos do homem com sofrimento psíquico. Para esses profissionais o conceito de homem certamente é usado não para por fim a alienação, mas para reproduzi-la, sem nenhuma visão crítica.

Agressividade

A humilhação e o modo agressivo com que Weber e sua mãe foram tratados no ambulatório do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, no dia 11.02.2009, é inaceitável. Até a Glória Perez sabe que o tratamento dispensado às pessoas com sofrimento psíquico está mudando no Brasil. No Amazonas, ainda tem gente que insiste em desconhecer essa evidência. Seria o caso de estabelecer a mais cruel das penas: obrigar o indigitado profissional, que destratou Weber e sua mãe, a assistir a novela das oito e reproduzi-la, de joelhos, no dia seguinte para todos os "pacientes" do ambulatório. Ora, pois!

Fonte: www.rogeliocasado.blogspot.com
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A FAVOR DA DEMOCRATIZAÇÃO NA COMUNICAÇÃO BRASILEIRA

MANIFESTO DA RESISTÊNCIA SOLIDÁRIA I


Após muito tempo de luta limpa, o governo que realmente representa o povo Brasileiro foi eleito e mesmo com as dificuldades impostas pelos interesses imediatistas de enriquecimento ilícito e de nações hegemônicas, continuamos a insistir em querer acreditar que a hora da verdade chegou.

Nós, da rede ABRAÇO de rádios comunitárias, estamos lutando por um lugar ao sol, de forma digna com amparo da lei, mas com pouco recurso financeiro.

Gostaríamos de pedir ao governo Brasileiro que olhasse para nós com mais atenção, pois vivemos numa democracia, que significa um governo onde o povo tem o poder de ajudar a construir uma nação soberana, junto a um representante eleito de forma direta.

Dizem que o brasileiro às vezes vota mal, por que tem memória curta e se deixa seduzir pelo primeiro bonitão que fala uma coisa legal. Acreditamos que esta realidade está mudando e que a representatividade atual está disposta a fazer justiça diante de tanta maldade feita às pessoas simples, com amparo da lei e do aparato de repressão armada dos últimos governantes.

Não é difícil encontrar uma pessoa consciente que possa descrever a história do surgimento da mídia no Brasil que para atingir tamanho poderio, se valeu de métodos excusos de apoiar governos facistas, onde milhares de pessoas morreram e foram sacrificadas de alguma forma para enriquecer poucas pessoas que se julgam acima do bem e do mal e que são verdadeiros bandidos travestidos de autoridades.

Na história do desenvolvimento da midia no Brasil, sabemos que o governo atual, que custou chegar ao poder, foi massacrado, para que a nação nunca fosse representada por um legítimo representante do povo. Os donos dessa mídia, sempre tranqüilos, pois durante anos reinou a mentalidade de não se preocupar com dinheiro, pois eles sabiam, que naquela época eles mandavam no Brasil e que quando necessitacem de dinheiro, bastava fazer uma chantagenzinha no congresso nacional que o dinheiro vinha rapidinho.

Hoje, no momento histórico que vivemos, parece que Deus resolveu olhar para nós, pois a máxima se confirmou: Deus escreve certo por linhas tortas. O atual governo que foi masscarado pelos gangsters da impressa, que se julgam verdadeiros intocáveis está bajulando o nosso presidente, não porque reconheceu a idoneidade do Lula, mas porque precisam puchar o saco dele, para receberem os R$ 4.000.000.000, 00 para pagarem as suas dívidas e não serem vendidas.

Nós da Rede ABRAÇO das rádios comunitárias, exigimos do governo que a mesma lei que reprime pessoas simples seja aplicada aos criminosos do colarinho branco, que fizeram tanta maldade à nossa nação e que hoje continuam e querer serem poderosos, acreditando que a era dos brasileiros burros ainda impera. QUEREMOS JUSTIÇA!

Queremos que o governo Lula, que todos sabemos, que se não conseguir fazer muita coisa por nós, mas que se pelo menos moralizar o país, para mostrar que a lei se aplica tanto para ricos e pobres, mostre o seu amor pelo povo Brasileiro e diga não aos poderosos da imprensa nacional, não dando o dinheiro que eles precisam, pois quem não tem dinheiro para pagar as suas dívidas, deve falir e vender a empresa, de preferência ao capital nacional e de forma descentralizada.

Não temos nada contra os artistas destas empresas, só queremos o nosso lugar ao sol e que eles dividam este bolo com a gente, pois existe espaço para todos.

Não estamos declarando guerra à imprensa poderosa nacional, pois eles tem os intrumentos de repressão armada legal e nós só temos a boa vontade de trablhar e a solidariedade entre nós. Estamos dispostos a lutar até a vitória, que significa, a legalização do nosso espaço, sem interferência e falência das poderosas mídias onipotentes que tanto devem ao país. Somos apenas pessoas dispostas a resistir até o último minuto e lutar até as últimas consequências, usando os instrumentos legais para legitimar o poder do povo.

Se for necessário, iremos parar o país e recolher as 500.000 assinaturas para levar ao congresso nacional, para que a voz do povo brasieliro possa ser ouvida.

Lula, nós votamos em você, agora de um voto de confiança para nós.

Nós não estamos aqui para brincar, reinvidicamos, com base na lei e na constituição Nacional os nossos direitos e temos fome e sede de Justiça.
O que motivou este documento, foi a arbitrariedade d ANATEL, que através da Polícia Federal fechou diversas rádios comunitárias aqui em Belo Horizonte, com um mandato que dizia, mentirosamente, que os transmissores destas rádios estavam interferindo nos equipamentos dos aviões.

Este argumento falso, pode ser desmentido, por qualquer técnico de eletrônica, que irá provar, que as rádios comunitárias tem transmissores com muita pouca potência, portanto menor probabilidade de causar interferência.


Paulo José Azevedo de Oliveira – Coolaborador da Rádio Comunitária A Outra, da Regional Noroeste da Rede ABRAÇO de Rádios Comunitárias.

Belo Horizonte, 15 de novembro de 2004